Capitulo 1: De horas de diversão à um tormento sem fim

Anderson, um mimado filho único de mãe solteira, foi acordado pelos berros de sua progenitora, que estava nervosa e um pouco descontrolada;

-Acorde pelo amor de deus!

-Mas.. Mas que diabos esta acontecendo?

-Estão todos malucos, eles estão matando uns aos outros, com dentadas e arranhões, como animais selvagens!

-Tá, eles quem?

-Todos que pegaram a doença.

-Que doença? Do que você esta falando?

-Pare de fazer perguntas, não há tempo para isso, apenas arrume suas coisas pois vamos para a casa da sua avó.

O jovem apenas aceitou a situação, encheu sua mochila com suas roupas e aparelhos eletrônicos, que diga-se de passagem, eram extremamente desnecessários naquele momento. Os dois se dirigiram para a garagem, onde a velha camionete estava esperando, já aprontada com todas as bagagens importantes.

Logo que saíram de casa, se depararam com uma situação horrível, as ruas estavam tomadas pelo caos, a insanidade havia atingido muitas pessoas, e elas lutavam entre si pela carne dos mais fracos, e quando viram dona Maria e Anderson correram logo em sua direção, como animais famintos. Sem pensar duas vezes a senhora de meia idade acelerou o carro e atropelou um ou dois daquelas “pessoas”.

-Meu deus mãe, você está atropelando as pessoas!

-Pessoas? Eles não são pessoa, aquilo é só um corpo dominado pela insanidade, a alma deles já deve estar descansando em paz.

-Então são como... errg... zumbis?

-É são exatamente isso, mas eles são reais, e a carne que querem comer é a nossa.

Anderson estava muito confuso com a situação , ele adorava filmes e jogos de zumbis e também monstros e coisas sobrenaturais, mas aquilo era muito diferente, o sangue que estava jorrando era real, eram amigos, vizinhos, pessoas com sonhos assim como ele. A noite ia caindo, e cada vez mais a estrada se tornava sombria e assustadora, mas não tardará e eles já estavam em frente ao velho e enferrujado portão da chácara da mãe de dona Maria.

-Quem esta ai, identifique-se!

-Sou eu, Maria, sua filha!

-Entre logo, não deixe eles entrarem!

Rapidamente eles entraram na casa, e dentro da residência a idosa se dirigiu até Anderson e falou;

-Garoto, pegue logo essa arma, seu falecido avô usava ela para caçar animais, e agora você vai usar para caçar esses comunistas.

-O que? Que comunistas?

-Esses Russos cachorros, fizeram nós acreditar que tinha acabado e agora voltam com essas armas biológicas, dominando nossa mente e nos fazendo se alistar ao seu exercito de comedores de criancinhas.

-Aham velha senta la, e me dá essa arma aqui.

Maria interviu a conversa dos dois, e logo perguntou;

-Anderson, meu filho, o que vamos fazer agora?

-Não sei, só não podemos ir para onde o exército está mandando.

-Mas por que?

-Você nunca viu filmes de zumbi? Sempre onde o exército manda ir é onde tem mais infectados, até por que pessoas doentes vão para lá em busca de curas milagrosas.

-Faz sentido mas...

Antes que Maria terminasse a frase, um grupo de infectados quebrou a janela dos fundo da casa, onde sua mãe estava sentada, e agaram a pobre senhora pelo pescoço;

-AAAAHHHH!

Anderson atirou em todos os zumbis, deixando apenas uma bala na arma, porém com um triste destino, a cabeça de sua avó. Sua mãe estava chorando muito, mas sabia que só existia uma solução;

-Oh deus por que você mamãezinha? Vamos Anderson... acabe com o sofrimento dela por favor!

Antes de puxar o gatilho, varias memórias passaram aos olhos do jovem rapaz, sua vó levando ele ao circo, vestindo-o para sua festa de um ano, e outras coisas do tipo. Ele fechou os olhos encharcados de lagrimas e seu dedo deslizou o gatilho, fazendo com que a bala entrasse no crânio da pobre velinha e saísse do outro lado, sujando toda a parede.

Aquele realmente não era um lugar seguro, os dois teriam que sair dali o mais rápido possível, Maria sugeriu ir para a cidade mais próxima, Uruguaiana, onde o exercito havia montado uma base de refugiados, mas Anderson era esperto, e sabia que muitos infectados tinham ido para la em busca de uma cura ou algo do tipo. Outra alternativa era procurar por uma pista de aviões próxima, e com a ajuda de um piloto fugir, mas se nenhum estivesse lá seria morte certa. Após alguns minutos de discussão, os dois resolveram seguir para a capital, a linda e gloriosa Porto Alegre, com mais de um milhão e meio de habitantes... um milhão e meio de zumbis? Não era hora de se pensar nisso.

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