Prólogo: Ensaios sobre pesadelos



Aquele simples e lindo pôr do sol poderia ser apenas mais um na vida de qualquer pessoa, mas o que poucos sabiam era que aquele seria o ultimo de suas vidas. Algo não corria como de costume, um peso estranho parecia se espalhar pelo ar. Lentamente e sorrateiramente estava a invadir o pulmão das pobres almas que ao cantar do galo se dirigiam a mais um chato e cansativo dia de trabalho.

Os enfermeiros do pequeno hospital de Itaqui, cidade com pouco mais de trinta e cinco mil habitantes, localizada no interior do estado Brasileiro do Rio Grande do Sul, estavam preocupados, não passará das seis horas da manhã e a pequena sala de espera estava completamente tomada por pessoas enfermas, tal fato passaria totalmente despercebido afinal o sistema de saúde Brasileiro é extremamente precário, mas o que chamava a atenção era que todos os pacientes apresentavam os mesmos sintomas, febre muito alta, dor de cabeça e nos olhos e também sangramento nasal. Aos poucos toda a rua onde era localizado o minúsculo hospital estava tomada por pessoas doentes, e o temor de todos começou a se tornar realidade, os primeiros pacientes começaram a morrer, e nada que os médicos tentaram fez efeito, nem se quer pedir ajuda a cidade vizinha, pois todas as linhas de telefone e o sinal de internet estavam fora de serviço.

Frederico, um jovem médico, formado na capital, com notas exemplares e provavelmente um futuro brilhante pela frente, lamentava fortemente a sua escolha de ter ido para um hospital pequeno e no interior ao invés te ter tentado a sorte em uma grande cidade, enquanto corria de uma das coisas mais inexplicáveis e assustadoras que tinha visto na vida. Gritos e barulhos de coisas sendo quebradas ou arremessadas eram ouvidos por todos os lados, Frederico estava exausto de tanto correr, e após muitas câimbras e dores em quase todas as partes do corpo ele despencou no chão, toda sua vida passou em frente aos olhos, sua família, seus poucos amigos e até mesmo seu cachorro labrador, que morreu quando ele era apenas uma criança, certamente aquele era o seu fim, então aceitando a morte, apenas fechou os seus olhos e aceitou o destino.

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