Capitulo 5: O quinto sobrevivente

- Já fazem dois dias desde que tudo isso começou, já fazem dois dias que tive que matar minha família e amigos por causa dessa estranha doença que deixou todos loucos, não sei quanto tempo posso aguentar, não sei se existe mais alguém como eu ai ouvindo essa mensagem... mas se existe eu peço que continuem lutando, nós temos que superar essa.

Juliano pegou seu fuzil FN-FAL na mão e saiu do prédio da radio local da cidade, ele não sabia se existiam outros sobreviventes, mas estava disposto a se unir ao primeiro grupo confiável que encontrasse. Já era dia, mas diferentemente de jogos e filmes, a atividade dos infectados continuava constante, eles tomavam conta das ruas o que fazia com que Juliano tivesse que gastar varias de suas balas, mas isso não era problema para ele, pois sabia que seus dois anos de lutas marciais tinham le dado um bom treinamento para matar com as mãos.

Uma rua deserta, sem ninguém, sem infectados e sem corpos... um silencio absolutos, Juliano parou e pensou, mas resolveu seguir. Alguns metros adiantes ele foi surpreendido por um grito e uma rajada de balas.

- Um zumbi, mata pai!! Mata!!

Juliano girou no chão rapidamente e disparou apenas um tiro contra aquele que estava confundindo ele com um infectado, a bala passou por dentro do carro parado enfrente ao pequeno prédio e entrou exatamente aonde estavam os atiradores... mas não, não acertou o atirador, ela acertou o bico do rifle, fazendo com que a pessoa por trás do mesmo ficasse desarmada.

- Não atire por favor eu não queria atirar em você eu achava que era um zumbi!!!

- Não se preocupe senhor, não vou fazer isso com o senhor... alias, é muito bom saber que existem mais sobreviventes além de mim.

- Não fique ai na rua, corra rápido para cá!

Juliano correu para dentro do prédio, onde encontrou a Emanuel e a sua filha Carol, um senhor de uns cinquenta e poucos anos de idade e uma garota de uns quinze.

- Desculpe senhor, não queria ter mandado meu pai atirar em você, eu achei que eram aqueles zumbis loucos novamente.

- Sem problemas garota, mas dá próxima vez tenha certeza de que o que você está mandando o seu...

- pai.

- ...pai atirar é realmente um zumbi.

Juliano ficou hospedado na casa de Emanuel por algumas horas, tomou um belo banho, encheu sua barriga e voltou para fazer uma proposta ao dono da residencia.

- Cara, por que vocês ainda estão aqui?

- Essa é nossa casa, nós sabemos que alguém vai fazer alguma coisa e isso tudo vai acabar bem.

- Acabar bem? Estão quase todos mortos, e quem tenta fugir o exercito mata, pois provavelmente isso é alguma merda deles que não querem que se espalhe na mídia.

-Não importa, ficaremos aqui!

- Mas você sabe que isso pode significar a morte de você e a sua filha também né?

- Nós ficaremos bem... se você quer ir embora pegue o carro do meu vizinho que morreu, aqui estão as chaves, vá!

- Eu vou, mas saibam que vocês estão correndo muito perigo aqui!

Juliano sabia que provavelmente o exercito fosse fazer uma limpa na cidade e não deixar ninguém vivo, ele era soldado e recebeu ordem para isso, mas após constatarem que ele ficou muito tempo tentando ajudar infectados ele também poderia estar infectados, então ele era também um alvo.

Enquanto se dirigia para qualquer lugar em busca de alguma maneira de escapar, o destemido militar escutou um baro de tiros, vindos de onde estava a delegacia da cidade, ele acelerou fundo e chegou onde um grupo de zumbis tentavam invadir o local. Juliano sacou seu fuzil do banco de trás do carro e disparou até matar todos, e após acabar com as ameaças foi recebido pelo grupo de sobreviventes.

- Muito obrigado por ajudar, eu sou Marcos, o jovem ferido ali é Anderson, a senhora junto a ele é a Maria e o médico sentado ali no chão é Frederico.

- Nossa um grupo de sobrevivente bem grande... e eu que achava que só estava eu nessa cidade infernal.

- Você não quer comer algo?

- Não obrigado, eu já comi, o que eu quero é sair daqui, fugir, mas o exercito está trancando as rodovias e tentando matar quem passa.

- Nós sabemos, fomos atacados, mas por que diabos estão fazendo isso?

- Eu não sei direito, quando eu estava na linha de frente apenas recebi ordens para matar, mas eu acho que eles estão envolvidos nisso e não querem que ninguém saiba.

- Mas e a mídia, não esta cobrindo esse “evento”?

- Não, eles etão impedidos de chegar perto daqui, qualquer um que tentar se aproximar será morto.

No fundo da delegacia Frederico deu um grito, com tom de surpresa e uma certa alegria, Marcos rapidamente correu para ver o que era, Juliano ficou junto a Maria e Anderson conversando e ficando por dentro da situação do grupo.

- Galinha, me diga, para onde esse túnel aqui leva?

- Leva para a delegacia de Uruguaiana.

- Mas por que você não nos falou da existência desse lugar?

- Imagina se alguém teve a ideia de entrar ai? Imagina se estiverem infectados... e nós nem sabemos com está a situação lá!

- Ninguém tentou fugir por aqui, todos tentaram ficar nas suas casas ou sair pelas rodovias, é impossível alguém ter saído por aqui, até por que a passagem estava trancado com esse cadeado que eu quebrei.

- Até que faz sentido, como eu não pensei nisso antes...

- Por que você é burro igual uma anta, agora corra lá e mande todos se aprontarem, pois vamos para uruguaiana, e será uma caminhada bem longa.

Marcos deu a noticia, todos se arrumaram, até Anderson saiu mancando feliz em direção à passagem, mas Juliano ficou preocupado.

- É realmente seguro partir por esse lugar?

- Claro que é, o lugar está vazio.

- Mas e Uruguaiana vocês sabem como está agora? A ultima vez que vi estava igual aqui, mas o exercito iria fazer uma limpa, não sei no que deu.

- Olha cara, ir para lá é melhor do que ficar aqui, no caminho nós bolamos algum plano, já que vai demorar até chegarmos lá.

- Tá, só garanta que todas as armas tem munição, e que temos comida e remédios para seguir em frente.

- Já checamos tudo, está tudo ok. Agora entre no buraco e vamos.

O grupo seguiu para dentro do túnel, iluminando o caminha apenas com a lanterna de Marcos, mas já era bom o suficiente para ver para onde estavam indo.

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